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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pêlo sim, pêlo não...

  Ansiosos para agradar a mulherada (ou a rapaziada), rapazes moderninhos aderem à depilação para eliminar a barba e os cabelos do peitoral, das costas...  e todo aquele charme “macho man” que tanto atrai as peruettes.

   “ Que diferença da mulher o homem tem? Espera aí que eu vou dizer meu bem: é que o homem tem cabelo no queixo, tem o peito cabeludo e a mulher não tem...”
Ou não tinha.

   Venho do tempo em que depilação era coisa de menina e era feita com cera caseira de açúcar com limão. É amigas, o tempo passa. Hoje contamos com depilação química, a lazer, luz pulsada... e muitos os rapazes nas filas de espera.  Não bancando a conservadora, tentando valorizando os costumes, cá entre nós, nada mais charmoso que uma barba “crescendinho”  e peito cabeludo ao natural.

   O pós-modernismo trouxe, juntamente com a revolução tecnológica, uma onda de liberalismo estético-sexual. Longe de mim, julgar o gosto dos vanguardistas, afinal, opinião é como escova de dente, cada um tem a sua, não?

   Bem, naquela época, o artigo mais fashion que os jovens mancebos exibiriam seria um tênis Redley bicolor ou uma bermuda cotelê da Company. Sim! Os meninos faziam a barba, com gilete (daquela azul), usavam shampu e perfume. Ponto final.

   Hoje, em tempos de Justin Bibber e Fiuk, no clube do bolinha, é possível encontrarmos chapinha,  camisetas decotadas, bijoux, e não, não estou me referindo à tribo dos Emos. Uma amiga minha, certo dia aproveitou uma feriadão e foi para uma pousadinha na praia com um novo namorado. Pois bem, acordou com um barulho estranho e, quando foi ver, o bofe estava fazendo escova no banheiro... Kkkkk

   É claro que os homens devem se cuidar, isso nem vou discutir. É que na minha mente pequenina e antiquada existe um limite estabelecido para esse embonecamento: a perua aqui sou eu! E olha que casei com um metrosexual, hein?  Ergo então aqui meu manifesto: pela valorização da masculinidade (adooooro), pelas barbas crescendinho, pelas pernas cabeludas e pelas pegadas de com força. Porque se eu gostasse de bicho bonitinho, cheirosinho e delicadinho, teria casado com o Coelhinho da Páscoa.

Sonho dourado

A idéia felicidade absoluta e eterna me parece abstrata, irreal, ingênua até, mas os momentos felizes, esses sim, são concretos, claros e incontestáveis. Tive um momento desses esta semana.

Meu marido vendeu seu carro recentemente, e, por esse motivo, estamos dividindo o uso do meu. Desde então, um dia sim e outro também, tenho ficado a pé e, graças à bondade dos colegas, tenho sempre conseguido voltar de carona (e, de quebra, embolsado a verba que o maridão gentilmente me dá para pegar táxi, caso não tenha como voltar par casa. Adoooro!).

Pois bem, o transportador amigo, o gente boa demais Cristiano, sempre me dá carona até a Avenida Dom Luís, ali, pertinho do Montmartre, e tenho voltado para casa meio que passeando, olhando as vitrines, como se em menos de uma hora e meia eu não tivesse que sair correndo pra faculdade. Esse é um momento meu, seja para passar na padaria e pegar um pãozinho quentinho, ou mesmo para olhar as vitrines e observar as bem abastadas peruas em suas habituais tardes de compras. Essa é uma caminhadinha que me faz um bem danado...

Ía eu, então, caminhando, sentindo o ventinho do anoitecer entre os dedinhos dos pés, quando me deparei com a vitrine de uma loja de sapatos (para as curiosas, sapato-psico-maníacas, a loja era a tal AP Acessórios) e vi uma fofa sandália dourada, rasteirinha, com pedras azuis. “Uma graça”, pensei. E continuei passeando meu olhar pela vitrine até que a vi um outro lindo par, dourado, com um saltinho de não mais de 2 cm,com tirinhas trançadinhas, parecido com um que tive por volta dos 5 anos de idade. Momento déja vu. Aquele par de sandálias me olhou , como se me reconhecesse, e falou em tom imperativo:

- Entre, a-go-ra! Isso mesmo, boa menina, abra a porta e pergunte se tem 37.

Assim eu fiz.

Enquanto a vendedora sumiu a procura do par, dei aquela olhadela básica nas prateleiras... Peguei numa sapatilha assim, toda tressê colorida, muito bonitinha, mas sem valou algum frente ao poderoso par dourado... A espera já durava eternos 4 ou 5 minutos quando a simpática moça o trouxe. Toquei, olhei de perto, suspirei, teci um comentário com a vendedora, e com mais umas duas clientes que estavam por perto, dando o devido mérito àquele belo objeto. Nem cheguei a observar se houve resposta por parte das pessoas que por lá estavam, tamanho o meu fascínio. Coloquei nos pés e êxtase! Além de liiiiindas, as sandálias eram surpreendentemente confortáveis, elas abraçavam meus pés, adornando-os. Ôôôôô...

Aquele par de sandálias não questionou meu peso ou a minha circunferência abdominal, ele simplesmente me aceitou, assim como sou, e me falou com propriedade de quem já me possuía:

- Tire o cartão da bolsa e seja minha dona. Agora!

Obedeci. E saí toda abobalhada caminhando para casa, com olhinhos felizes e uma sacolinha valiosa nas mãos. Pura felicidade... Desde então, de vez em quando, dou uma olhadinha no meu par de sandálias douradas, lindas a meu ver, elas podem até não ter me transformado na Cinderela, mas certamente fizeram de mim uma feliz gata borralheira.

Política fashion

    Olhando de longe, a união política e moda talvez não formem um casamento perfeito, se é que isso existe, mas chegando um pouco mais perto, verificamos que, no destrinchar da história, moda e poder têm formado grandes afairs de sucesso. Imagem pode até não ser tudo, mas quem de nós escolheria a maçã amassadinha dentre outras mais apetitosas?

   Escolher representantes para o governo, exercício de poder atribuído a cada um de nós pela Carta Magna, pode não ser considerado importante decisão a tomar, já que nem sempre nos damos conta de que essa é a nossa vez de tentar acertar, e acabamos por nos deixar levar pelo show de campanhas políticas milionárias  e pelos “extreme make overs” dos candidatos e candidatas. Sim, um upgrade no visual é uma importante ferramenta dos muito bem pagos marketeiros para conquistar nossas opiniões e votos. Duvida?

   Nosso super pop presidente em exercício, Lula “o cara” da Silva, se bem lembrarmos, pelejou, pelejou candidatando-se à presidência sem êxito, até que uma ou um conjunto de mentes brilhantes decidiu dar uma aprumada no visual e no discurso inflamado do rapaz. Nada que uma domada nas madeixas, alguns terninhos Ricardo Almeida aliados a uma campanha simpatissíssima, com tempero baiano de Duda Mendonça, não resolvessem.

   Sua provável sucessora, companheira Dilma, passou por semelhante, talvez mais avançada, transformação, o que certamente facilitou a sua chegada ao topo das pesquisas. Sim, peruettes, estamos falando de figurinos de Alexandre Herchcovitch (é assim mesmo a grafia?) e make de Celso Kamura, o queridinho das artistas. Como bem diz minha amiga Chris, assim até eu ganho eleição! Kkkk

   Até mesmo a super natural  presidenciável Marina tem tido maior cuidado ao expor sua esbelta figura em campanha. Essa semana mesmo vi na TV um comentário da ex-ministra dizendo que estava usando maquiagem anti-alérgica que finalmente teria conseguido adquirir(juntamente com o apoio do presidente da Natura a sua campanha). Ou seja, mesmo a turma hippie-chic-natureba têm-se embonecado em busca do poder.

   O que explica o fato de tudo o que a primeira dama Michele Obama usa em publico se torna trenddy na América? Sim, a perua tem personal stilist dos bons e virou It girl já na campanha eleitoral do guapíssimo Obama. Ah, querem saber um dos “Top Five most well dressed couple in the World”? Presidente Sarcozi e sua über chic esposa Carla Bruni.

   Como seria a imagem dos Kennedys sem o apeal de Jakie Kennedy ou a da família real inglesa sem o estilo de Diana? Que atire o primeiro salto Anabela quem não concordar que a Sra. Dilma, embalada para presente, como tem aparecido ultimamente, não nos passa muito mais credibilidade que antes.

   Importante, tanto nesse período eleitoral como ao acompanhar o desenrolar político em nosso país, amadas amigas, é não fechar os olhos para os looks encrementados das candidatas e primeiras damas, afinal podemos absorver dicas valiosas daí, mas buscarmos e elegermos candidatos que representem nossas aspirações para o futuro coletivo, e, não peruettes, não me refiro a bolsa Hermés igualzinha à da Dilma pra todas as mulheres! Se bem que um programa tipo “Bolsa Hermés para todas as peruettes” seria uma boa, não?! Kkkkk

domingo, 10 de outubro de 2010

Especial Dia das Crianças: o efeito Chuquinha.

   Era sempre assim: em véspera de dia da criança ou natal já começavamos, meu irmão e eu, a doutrinar nossos pais em direção ao brinquedo esperado por nós,"não esqueça a minha caloi" ou coisa do tipo. Doutrinação essa que quase sempre saía pela culatra, já que mamãe parecia indoutrinável.

   No meu caso, o pedido sempre circulava em torno de qualquer modelo de Barbie, o problema é que mãmãe, sabe-se lá por que, decidiu, contra todas as minhas manifestações, que eu deveria fazer uma coleção da Chuquinha (uma bonequinha de seus 12 cm de altura, barriguda, careca, com um tufinho de cabelo, que só brincava, comia e dormia). Mamãe achava que a coleção da tal Chuquinha ficaria liiiiiinda na estante do meu quarto.





   Assim acontecia: eu pedia a Barbie Sonho de verão e ganhava a Chuquinha escorregador, pedia a Barbie Wind Surf e ganhava a chuquinha com um banheirinha rosa... E como criança gosta mesmo é de brinquedo, eu adotava cada chuquinha e cuidava de cada uma sem preconceitos.

   Nessa época, já com uma quase completa coleção de Chuquinhas gorduchas e carecas (sim, porque elas eram todas iguais), começei a costurar. Mamãe, como boa parte das peruas da década de 80, fazia altos crediários no Esplanada e mandava fazer seus modelitos por uma costureira conhecida.


    Passávamos horas na casa de Beá (a costureira de mamaãe), lembro que jantava e até cochilava esperando mamãe decidir seus looks nas revistas. Comecei, então, a juntar retalhos por ali e a fazer as mais fofas roupinhas de boneca, seguindo as tendências "incríveis" da década ( no melhor stile New Wave).

   Mas havia um pequeno problema, por mais "tchan" que fosse o medelito, nada ficava bem no corpinho roliço da Chuquinha. Um tomara-que-caia jeans (de tecido que sobrou de uma barra do jeans de papai) com uma fenda suuuuper sexy na perna, meio drapeado do lado, por mais avant gard que fosse, ficava horroroso no corpo da baixinha. Mesmo frustrada com o caimento, nunca desisti, continuei costurando roupinhas para minha coleção de bonequinhas gordinhas, minhas modelos over size.
  
   Certa vez pedi de presente uma cabeça da Barbie (uma cabeça  tamanho real que vinha com altos acsessórios para frizar e arrumar cabelo, era assim a cara da Grazi Massafera), meu Deus, aquela cabeça da Barbie era tuuuudo! Ganhei um conjuntinho de liquidificador e forninho elétrico que funcionavam de verdade. Deve ser por isso que tenho uma certa fobia com realação a tudo que diz respeito à cozinha.


    Não sei bem qual era o problema de mamãe com a Barbie, talvez, muito sabiamente, ela não quisesse que sua pequena se iludisse com um mundo cor de rosa, magro, de pessoas lindas, ricas... um mundo de alto glamour. O fato é que nunca ganhei uma Barbie até completar 26 anos quando meu então noivo, hoje marido, presenteou-me com uma Barbie Fashion. Meu Bob na vida real me deu uma Barbie!Um fofo!

   Ao ganhar minha Barbie percebi que meu perfil e estilo de vida estavam muito mais para "Chuquinha cresceu e continua gordinha e simpática" do que para Barbie continua gata como sempre. Meus amigos sempre riem dessa estória, quando digo que não consigo emagrecer porque tenho síndrome de chuquinha crescida.

  Hoje, em véspera do Dia das crianças, amigas peruettes, minha sugestão é que, ao presentear, não ignorem os pedidos de seus pequeninos , mas procurem brinquedos com uma boa mensagem por trás. Uma Barbie pode ser puro glamour, mas pode também trazer valores destorcidos. Por favor, nada de chuquinhas , armas ou bonecos violentos, hein!

   Aos meus pequenos do coração, um feliz dia das crianças! Cada um de vocês trás muuuuita alegria pra vida da titia. ( Eduardo, João Pedro, Bruna, Igor, Vitor, Théo, Stelinha,Bibi... ).

Bjos,

sábado, 9 de outubro de 2010

Pronto, virei bloggeira, criou-se um monstro!

Para quem não me conhece, falo pelos cotovelos. Meu marido, coitado, já criou diversos mecanismos para se abstrair e conseguir conviver com uma matraca dentro de casa: aproveita o "tarde da noite" para conseguir trabalhar ou ler seus emails,  "atraca-se" com  jornal, revista, livro ou o primeiro impresso que tiver pela frente para fugir de fofocas, e, mais recentemente, virou fã de música erudita. kkkkkkk... Confesso, falar da vida dos outros e contar estórias por mim vividas concorrendo com Pavarotti, às alturas, é realmente complicado.

   Pois bem, resolvi então escrever uma coluna diária e enviá-las às amigas e, de quebra, às amigas das amigas(sim, essas também foram vitimizadas, que maldade!), falando sobre os mais diversos aspectos e valores do meu viver: roupas, sapatos, cabelos, maquiagem, homens, dieta, política e até sobre atividades físicas (não tão presentes assim).

   Pois num é que a mulherada parece que gostou do tagarelar digital! Mulher é um bicho que gosta mesmo de sofrer, né? Eu adooooro!

   Assim sendo, amigas, seguindo as sugestões de minhas amadas e estilosas leitoras (e leitores), resolvi tentar superar meu bloqueio em relação a tudo o que envolve tecnologia (sou uma espécie de analfabeta instrumental tecnológica), e criar um blog. Menina, parece que deu certo! Bem, se você está lendo esse post agora (é assim que chama o textinho que a gente bota em blog, né?), é porque eu consegui criar o tal blog! Uuuuuuhuuuu!!!

   Se eu conseguir anexar aqui as colunas já escritas e compartilhadas por e-mail, em breve, você encontrará aqui vários textinhos atrapalhados para preencher seu precioso tempinho ocioso. Quem souber como fazer isso poderia, por gentileza, me ajudar?

Bjossss,

Até a próxima, peruettes!